Político japonês defende escravidão sexual na 2ª guerra

O prefeito de Osaka, no Japão, Toru Hashimoto, disse que o sistema em que as mulheres asiáticas eram forçadas a se tornarem prostitutas antes e durante a segunda guerra mundial foi necessário para "manter a disciplina" no Exército japonês.

AE, Agência Estado

14 de maio de 2013 | 01h45

Toru Hashimoto declarou a repórteres na segunda-feira que era compreensível que as chamadas "mulheres de conforto" fossem necessárias para fornecer alívio para os soldados japoneses que arriscaram suas vidas em campos de batalha.

Hashimoto também é co-líder do Partido de Restauração do Japão, de oposição.

Os historiadores dizem que até 200 mil mulheres, principalmente vindas da Península Coreana e da China, foram obrigadas a fazer sexo com soldados japoneses em bordéis militares. Mas algumas pessoas no Japão questionam se as mulheres eram coagidas pelos militares para se tornarem prostitutas.

Os comentários de Hashimoto foram feitos em meio a preocupações de que o primeiro-ministro Shinzo Abe deseja analisar os pedidos de desculpas anteriores do Japão pelas atrocidades da guerra. As informações são da Associated Press.

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