Político japonês se desculpa por comentário sobre tropas

O prefeito de Osaka, no Japão, pediu desculpas nesta segunda-feira por dizer anteriormente que as tropas norte-americanos deveriam apadrinhar empresas legais de entretenimento adulto como forma de reduzir estupros e outras agressões.

AE, Agência Estado

27 Maio 2013 | 01h45

Toru Hashimoto, que também é líder de um partido nacionalista emergente, disse que seus comentários, feitos há duas semanas, saíram de um sentimento de "crise" em relação aos casos de abuso sexual cometidos por militares norte-americanos contra civis japoneses em Okinawa, onde há um grande número de tropas dos EUA.

"Eu entendo que meu comentário poderia ser interpretado como um insulto pelas forças dos EUA e pelo povo norte-americano" e foi inapropriado, disse Hashimoto em uma coletiva de imprensa no Clube de Correspondentes Estrangeiros de Tóquio.

Hashimoto havia criado mais polêmica quando disse, anteriormente, que a prática de guerra do Japão de forçar mulheres asiáticas, principalmente, vindas da Coreia do Sul e da China, a trabalharem em bordéis era necessária para manter a disciplina dos soldados.

Ele não pediu desculpas por esses comentários, mas afirmou que a utilização das chamadas "mulheres de conforto" foi um "ato imperdoável que violou a dignidade e os direitos humanos das mulheres".

Ainda assim, ele alegou que havia sido citado fora de contexto para que fosse acusado de acreditar que o uso de tal sistema era necessário. Ele estava tentando dizer que as forças armadas dos países ao redor do mundo "parecem ter precisado de mulheres" em guerras passadas e que também violaram os direitos humanos das mulheres durante épocas de conflito.

Ressaltar o Japão foi errado, pois este problema também existiu nas forças armadas dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial, disse.

"Com base na premissa de que o Japão deve enfrentar com remorso suas ofensas passadas e não deve justificar nunca os erros, eu pretendia argumentar que outras nações do mundo não devem tentar concluir o assunto culpando apenas o Japão e associando somente o Japão com a simples expressão ''escravas sexuais'' ou ''escravidão sexual''", disse ele em um comunicado. As informações são da Associated Press.

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