Político palestino nega ter envenenado Arafat

Partidários do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, acusaram um rival de ter envenenado o falecido líder palestino Yasser Arafat. A acusação é uma aparente tentativa de desacreditar o político palestino, Mohammed Dahlan, ex-comandante do movimento Fatah na Faixa de Gaza. Os partidários de Abbas não ofereceram nenhuma prova do suposto envenenamento, que teria acontecido quando Arafat estava internado em um hospital parisiense pouco antes de morrer no final de 2004. Dahlan negou com veemência as acusações nesta segunda-feira.

AE, Agência Estado

08 de agosto de 2011 | 12h16

Os partidários de Abbas, todos do movimento Fatah, publicaram um relatório com as acusações no domingo. Eles também acusaram Dahlan de roubar US$ 300 milhões que os Estados Unidos enviaram em auxílio à ANP.

"Existem acusações falsas e baixas feitas por Abbas e seus partidários, eles estão tentando limpar Israel do sangue de Arafat", disse Dahlan em entrevista por telefone, a partir de Dubai, nesta segunda-feira. "Se Abbas gastasse o tempo dele lutando pela independência palestina ao invés de me atacar, ele teria sucesso", disse Dahlan.

Arafat morreu em novembro de 2004 sob circunstâncias misteriosas em um hospital em Paris. Muitos palestinos acreditam que o Estado de Israel envenenou o líder político. Dahlan, por sua vez, foi muito acusado por colegas do movimento Fatah pela perda da Faixa de Gaza para o rival Hamas, que conquistou o território após uma breve e sangrenta ofensiva em 2007. Dahlan era o comandante militar do território palestino. Ele e Abbas estão brigados há meses.

As informações são da Associated Press.

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