Políticos iraquianos não chegam a consenso sobre federalismo; violência mata pelo menos 41

Suicidas e homens armados mataram pelo menos 41 pessoas e feriram dezenas em todo o Iraque nesta segunda-feira enquanto os políticos do país falharam novamente em encontrar um consenso sobre a legislação que, alguns acreditam, pode dividir o Iraque e levar a mais violência.Em encontro na fortificada Zona Verde, em Bagdá, líderes políticos adiaram o debate que havia sido marcado para terça-feira sobre um projeto de lei para estabelecer regiões autônomas como parte de uma federação iraquiana.Paralelamente, tribos sunitas se uniram para combater a insurgência, e pediram o fornecimento de armas pelos EUA. Líderes tribais e clérigos de Ramadi, a capital da violenta província de Anbar, encontraram-se semana passada e montaram uma força de cerca de 20 mil homens, "prontos para limpar a cidade destes infiéis", disse o xeque Fassal al-Guood, um proeminente líder tribal de Ramadi. Mortes no paísUma indicação da situação em Ramadi veio na segunda-feira à tarde, quando dois carros-bomba atacara uma delegacia de policia, matando pelo menos dois oficiais e ferindo 26 pessoas, disse o ministro do Interior e o exército americano.Os canais árabes Al-Arabiya e Al-Jazira relataram um número maior de mortos na explosão. Segundo as emissoras, 13 pessoas teriam morrido.Um carro-bomba também explodiu em Tal Afar, uma cidade foco da insurgência a 420 quilômetros ao noroeste de Bagdá, matando pelo menos 20 pessoas e ferindo outras 17.Nas redondezas de Baqouba, a 60 quilômetros a nordeste da capital, 12 pessoas também foram mortas em uma série de atentados e tiroteios. Outras morreram em outros incidentes no país, e as autoridades encontraram pelo menos cinco corpos - incluindo dois de mulheres - jogados nas ruas do país, disse a polícia.Medidas de SegurançaA violência de segunda-feira veio em tempo de o governo preparar o anúncio de medidas de segurança para Bagdá.O ministro da defesa, Mohammed al-Askari, disse que as medidas seriam adotadas dois ou três dias antes que o mês sagrado comece, visando "proteger cidadãos de ataques terroristas durante este mês".Essas medidas incluiriam uma série de trincheiras e fossas que o governo diz que planeja criar para ajudar a garantir a segurança da capital, afunilando o tráfego para 28 pontos de entrada com fiscalização.

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