Políticos islâmicos acusam EUA de interferência no Egito

Aliados islâmicos do presidente egípcio, Mohamed Mursi, acusaram nesta terça-feira os Estados Unidos de interferirem nos assuntos do seu país, depois de Washington criticar o governo egípcio por supostamente reprimir a liberdade de expressão.

Reuters

02 de abril de 2013 | 18h13

A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, criticou na segunda-feira as autoridades do Egito por terem detido e interrogado um popular comediante acusado de insultar Mursi e o islamismo. O comediante Bassem Youssef foi liberado após pagar fiança equivalente a 2.200 dólares.

O Partido Justiça e Liberdade, ala política da Irmandade Muçulmana, condenou as declarações da porta-voz norte-americana e disse que o governo egípcio está comprometido com a liberdade de expressão. "As declarações de Nuland estão ... interferindo flagrantemente nos assuntos internos do Egito", disse nota do partido.

(Reportagem de Ulf Laessing)

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