Bolzoni Davide/Efe
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Políticos 'rebeldes' devem deixar governo Berlusconi

Parlamentares ligados a Gianfranco Fini apresentarão renúncia e premiê perde apoio

AE, Agência Estado

12 de novembro de 2010 | 13h38

ROMA - Quatro membros do governo leais ao presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, devem deixar seus postos na administração do primeiro-ministro Silvio Berlusconi na próxima segunda-feira.

 

Um dos políticos ligados a Fini, Italo Bocchino, disse na quinta-feira, 11, que Berlusconi encontrará as cartas de demissão de todos os nomes leais a Fini em sua mesa, na segunda-feira, quando ele retornar do encontro do G-20 na Coreia do Sul. Fini era um aliado do premiê, mas tornou-se um duro rival do líder do país após ser expulso do Partido Liberdade do Povo, que fundou junto de Berlusconi.

 

A ação é tomada após o líder da Liga Norte, Umberto Bossi, se encontrar com Fini, em uma fracassada tentativa de encerrar o impasse político, que pode levar a uma crise no governo e até a eleições antecipadas. Após Fini retirar seus nomes do governo, Berlusconi pode pedir um voto de confiança do Parlamento ou tentar substituir os nomes na equipe, com mudanças no gabinete.

 

Fini rompeu com Berlusconi mais cedo neste ano, encerrando uma aliança de um ano com o bilionário italiano. O direitista Fini lidera pelo menos 35 parlamentares na Câmara dos Deputados, uma bancada que seria capaz de acabar com a maioria parlamentar de Berlusconi, caso todos votem contra o governo.

 

Vários importantes projetos devem ser discutidos pelo Parlamento nas próximas semanas, incluindo um crucial sobre mudanças no orçamento italiano para os próximos três anos. No último domingo, Fini pediu que Berlusconi renuncie, em um discurso que marcou o distanciamento dos dois políticos.

 

Berlusconi, que perde popularidade em meio à revelação de um novo escândalo envolvendo uma menor de idade que teria frequentado festas em sua casa, disse várias vezes que não pretende renunciar e apenas deixará o poder se sofrer uma moção de censura do Parlamento. As informações são da Dow Jones.

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