Polônia convoca enviado dos EUA após fala de chefe do FBI sobre Holocausto

O Ministério de Relações Exteriores da Polônia convocou com urgência o embaixador dos Estados Unidos Stephen Mull neste domingo para "protestar e exigir desculpas". A medida é uma reação a fala do chefe do FBI, que sugeriu que os poloneses foram cúmplices no Holocausto.

Estadão Conteúdo

19 de abril de 2015 | 17h08

O diretor do FBI James Comey fez os comentários em um artigo sobre o Holocausto que foi publicado na edição do Washington Post de quinta-feira. O artigo era uma adaptação de um discurso feito por Comey no Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos.

No artigo, o diretor dizia que "em suas mentes, os assassinos e cúmplices da Alemanha, Polônia, Hungria e muitos, muitos outros lugares, não fizeram nada mau". Ele continuou afirmando que tais pessoas "se convenceram de que aquilo era o certo a fazer".

A primeira-ministra da Polônia, Ewa Kopacz, afirmou que as palavras de Comey eram inaceitáveis no país. "A Polônia não foi uma perpetradora, mas uma vítima da Segunda Guerra Mundial", disse ela.

Depois de encontrar o vice-ministro de Relações Exteriores polonês Leszek Soczewica, o embaixador norte-americano Stephen Mull disse que entraria em contato com o FBI sobre o problema. Mais cedo, ele havia comentado que as declarações foram "erradas e ofensivas" e que não refletiam a visão do governo norte-americano. Fonte: Associated Press.

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