Wojtek RADWANSKI / AFP
Wojtek RADWANSKI / AFP

Polônia decidirá no segundo turno entre conservador e liberal

Disputa ficou entre o presidente conservador Andrzej Duda e o liberal Rafal Trzaskowski, prefeito de Varsóvia, que faz campanha pela 'mudança'

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2020 | 09h33

VARSÓVIA - O presidente polonês, o conservador Andrzej Duda, que disputa a reeleição, enfrentará o liberal Rafal Trzaskowski, prefeito de Varsóvia, no segundo turno previsto para 12 de julho, segundo pesquisa de boca-de-urna realizada após as eleições deste domingo, 28. 

Duda, de 48 anos, teve o apoio de 41,8% dos eleitores, enquanto o prefeito de Varsóvia, alcançou 30,4%, segundo pesquisa realizada pelo instituto IPSOS e divulgada pelas grandes emissoras polonesas de televisão, após o fechamento das seções. "Venço este primeiro turno graças aos seus votos de forma absolutamente incontestável. O avanço é enorme e lhes agradeço", declarou Duda na cidade de Lowicz, cumprimentando o adversário, Trzaskowski, também de 48 anos.

Para o prefeito, integrante do principal partido de oposição, a Plataforma Cívica (PO), o segundo turno será "uma escolha entre uma Polônia aberta (...) e os que buscam conflitos todo o tempo". "Serei o candidato da mudança", acrescentou. Os poloneses votaram no domingo no primeiro turno das eleições presidenciais, adiadas pela pandemia do novo coronavírus.

Duda impulsionou uma série de reformas polêmicas, especialmente no campo judicial. Segundo o Partido Lei e Justiça (PiS), estas mudanças eram necessárias para eliminar a corrupção entre os juízes. Outros países da União Europeia criticam, no entanto, as reformas do governo, pois consideram que enfraquecem a democracia. 

O presidente americano, Donald Trump, considera o governo polonês um aliado-chave europeu, e deu seu apoio a Duda esta semana. O chefe de Estado polonês foi o primeiro dirigente estrangeiro recebido na Casa Branca desde o começo da pandemia, apenas quatro dias antes das eleições.

O pleito foi afetado pela crise do coronavírus, que obrigou as autoridades a adiá-lo do início de maio para o fim junho. Um novo sistema de votação híbrido - por correio e convencional - foi planejado para este domingo para reduzir o risco de infecções. / AFP

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