Polônia detém suspeito de ação do Mossad em Dubai

VARSÓVIA

, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2010 | 00h00

uAutoridades polonesas confirmaram ontem a detenção, a pedido da Alemanha, de um agente do serviço secreto externo israelense, o Mossad, por envolvimento no assassinato de um líder do Hamas em Dubai em janeiro. Uri Brodsky foi preso no dia 4, no aeroporto de Varsóvia.

Suspeita-se que o espião tenha ajudado um membro do Mossad a conseguir um passaporte alemão falso, em junho de 2009. "Cabe agora à Polônia decidir se o entregará à Alemanha", afirmou um porta-voz da promotoria alemã. Em Jerusalém, dois ministros israelenses - o titular de Transportes, Israel Katz, e o de Turismo, Stas Miseznikov - pediram à Polônia que repatrie Brodsky, em vez de extraditá-lo.

Mahmud al-Mabhuh, um dos fundadores do grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, foi morto em seu quarto de hotel em Dubai, em 20 de janeiro. A polícia de Dubai divulgou imagens de suspeitos que teriam vínculo com o Mossad. Ele foi drogado e sufocado até morrer. Doze passaportes britânicos, seis irlandeses, quatro franceses, três australianos e um alemão foram usados por 26 pessoas que estariam ligadas ao crime.

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