Polônia envia primeiro grupo da força para estabilizar o Iraque

Um primeiro grupo de cerca de 250 soldados poloneses seguiu hoje para o Iraque a fim de preparar o terreno para que a Polônia assuma o controle de uma força internacional que ocupará uma das zonas estabelecidas para a estabilização e reconstrução do país após a invasão anglo-americana. Ao mesmo tempo, grande número de políticos nos EUA e na Grã-Bretanha voltou a insistir na manutenção das forças da coalizão invasora em território iraquiano. Da força de establização chefiada pela Polônia, que entrará em operações a partir de setembro, participarão cerca de 9.000 militares de pelo menos 15 países, entre eles Honduras, República Dominicana e El Salvador. Os EUA convidaram a Polônia para controlar um dos três setores em que a coalizão dividiu o Iraque - uma parte central entre as zonas americana e britânica, que inclui as cidades de Kerbala e Nasiriya - depois de o governo de Varsóvia ter apoiado Washington em sua decisão de derrubar Saddam Hussein. Enquanto em Bagdá o comandante americano das forças de ocupação, Paul Bremer, anunciava nesta quarta-feira que um governo interino iraquiano poderá ser implantado no país ?até meados de julho?, em Washington e Londres destacados políticos e militares insistiam na necessidade de manutenção das forças de ocupação no Iraque. Em Londres, o chanceler britânico, Jack Straw, disse que os iraquianos, e não as tropas da coalizão, são os maiores alvos de ataques dos simpatizantes de Saddam Hussein e prometeu que os insurgentes não conseguirão provocar a retirada das forças anglo-americanas. Em Washington, além das advertências no mesmo sentido por parte de um grupo de senadores, o general Wesley Clark, ex-comandante das forças da Otan em Kosovo, disse ser importante manter as forças de ocupação no Iraque para evitar uma guerra civil entre os sunitas, ex-donos do poder durante a era de Saddam, e a maioria xiita do país.

Agencia Estado,

02 Julho 2003 | 10h14

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