Polônia pagará indenização a suspeitos detidos em prisão secreta pela CIA

Ministro das Relações Exteriores polonês, Grzegorz Schetyna, divulgou a decisão nesta quarta-feira, após apelação ser rejeitada

O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 11h01

A Polônia vai pagar € 230 mil (US$ 262 mil) de indenização a dois homens suspeitos de terrorismo detidos no país e interrogados em uma prisão secreta da CIA com o aval da Polônia em 2002 e 2003.

O ministro das Relações Exteriores polonês, Grzegorz Schetyna, divulgou a decisão nesta quarta-feira, após o Tribunal Europeu de Direitos Humanos ter rejeitado o pedido de apelação do veredicto.

Em julho de 2014, o tribunal decidiu que a Polônia violou os direitos de dois suspeitos de terrorismo, Abd al-Rahim al-Nashiri e Abu Zubaydah, ao permitir a prisão deles pela CIA e por não ter impedido " a tortura e o tratamento desumano ou degradante" que os suspeitos sofreram. Os dois homens processaram a Polônia e a Justiça ordenou que o país pagasse a compensação. A Polônia apelou da decisão, alegando que poderia influenciar na sua própria investigação sobre o caso.

De acordo com Schetyna, a Polônia vai respeitar a decisão porque "cumpre as leis", mas questionou como o dinheiro será usado e se ele precisa ser pago diretamente para os suspeitos, que estão presos em Guantánamo.

A decisão da Justiça é considerada inédita desde que os Estados Unidos lançaram os "programas de extradição", do governo de George W. Bush, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Espera-se que a decisão da Justiça europeia acelere a investigação da Polônia sobre o caso, que corre em segredo de justiça. / AP

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