Polônia se diz pronta para aceitar novo escudo dos EUA

Ao lado do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse hoje que seu país está pronto para participar do novo plano de sistema antimísseis da administração Barack Obama na Europa.

AE-AP, Agencia Estado

21 de outubro de 2009 | 14h07

No mês passado, o presidente norte-americano anunciou que estava desistindo da iniciativa de instalar dez interceptadores de mísseis na Polônia e um radar na República Checa. Os EUA afirmavam que a intenção do escudo antimísseis era evitar um eventual ataque do Irã, mas o Kremlin considerava o projeto uma ameaça aos russos. Na época, o governo da Rússia elogiou a decisão dos norte-americanos de desistir do plano. Agora, o Kremlin disse que deseja conhecer melhor o modelo que substituirá o antigo.

Tusk elogiou a nova proposta dos EUA, qualificando-a como "muito interessante, necessária", e afirmou que seu país está pronto para participar. Biden agradeceu a prontidão de Varsóvia para se engajar na questão. Segundo o vice-presidente norte-americano, a nova abordagem enfrentará "uma crescente ameaça" aos EUA e à Europa.

Biden passará ainda pela Romênia e República Checa em sua viagem. O novo plano inclui armas antimísseis instaladas em navios no Mediterrâneo. Além disso, haverá sistemas antimísseis em terra, na Europa. A proposta enfoca mais a ameaça de mísseis de curto e médio alcance do Irã, e não tanto os mísseis de longo alcance, modelo que no país persa estaria menos desenvolvido.

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