Nicholas Kamm / AFP
Nicholas Kamm / AFP

Polônia terá eleições presidenciais inéditas por correio

A medida foi proposta e aprovada pelo governista partido conservador nacionalista Lei e Justiça (PiS), que se nega a adiar a eleição

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2020 | 21h44

VARSÓVIA - Diante da atual pandemia de coronavírus, o Parlamento da Polônia aprovou nesta segunda-feira, 6, uma inédita eleição presidencial com votação apenas pelos correios, com o primeiro turno previsto para 10 de maio.

A medida foi proposta e aprovada pelo governista partido conservador nacionalista Lei e Justiça (PiS), que se nega a adiar a eleição.

A oposição, assim como dois terços dos poloneses, segundo pesquisas, defende um adiamento desta eleição em dois turnos por voto universal direto.

A lei aprovada na noite desta segunda-feira prevê que durante o estado de epidemia o presidente da Câmara poderá mudar a data prevista para a votação, sempre respeitando a Constituição.

Alguns especialistas avaliam que a eleição será adiada em uma semana, para permitir uma situação mais confortável ao líder de um partido aliado do PiS, o vice-premiê Jaroslaw Gowin, que anunciou sua demissão contra a data de 10 de maio. Assim, o partido de Gowin permaneceria na coalizão de governo. 

A Constituição polonesa estabelece que a eleição presidencial deve ocorrer em um domingo, o mais tardar 75 dias antes do fim do mandato do presidente. Isto deixa apenas três possibilidades:  3, 10 e 17 de maio.

 

Segundo os analistas, o PiS teme que seu candidato, o chefe de Estado Andrzej Duda, não consiga a eleição em uma votação adiada, quando as consequências da pandemia se refletirem na economia.

O primeiro-ministro Mateusz Morawiecki admitiu nesta segunda-feira que a pandemia na Polônia terá seu auge em maio ou junho.  A Polônia tem no momento 4.413 infectados, com 107 mortos. / AFP 

Tudo o que sabemos sobre:
Polônia [Europa]coronavírus

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.