Jeffrey Arguedas/EFE
Jeffrey Arguedas/EFE

EUA dizem que há meses europeus vêm conversando com Maduro

No entanto, disse, não viu até agora vontade da parte do venezuelano de realizar eleições livres no país

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2020 | 16h51
Atualizado 21 de janeiro de 2020 | 18h00

SAN JOSÉ - O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse nesta terça-feira, 21, durante visita a Costa Rica, que têm ocorrido 'numerosas conversas' com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. No entanto, disse, não viu até agora vontade da parte do venezuelano de realizar eleições livres no país. 

Depois de o secretário dar a entender de que se tratavam de conversações com o governo americano, um funcionário do Departamento de Estado esclareceu que Pompeo se referia a um diálogo entre países europeus e Maduro, não com os EUA. 

Pompeo deu a declaração ao comentar a fala de Maduro publicada no jornal The Washington Post na qual ele pediu por "respeito e diálogo" para resolver suas diferenças com os EUA.

Falando junto ao presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, Pompeo insistiu que até agora não há nenhuma evidência de que Maduro esteja remotamente interessado em celebrar eleições livres e justas. "Ele (Maduro) sabe que perderia", disse. 

A situação na Venezuela e na Nicarágua ocupou grande parte das conversações entre Alvarado e Pompeo, que chegou à Costa Rica na segunda parada de seu giro pela América Latina e Caribe, iniciado pela Colômbia, na segunda-feira,  onde se encontrou com o líder opositor venezuelano, Juan Guaidó. Ele deve visitar a Jamaica ainda hoje. 

"Não queremos que Maduro seja um tirano. Ele já destruiu sua economia, já criou uma das maiores crises humanitárias da história da América Central e do Sul", afirmou o secretário de Estado americano.  

O secretário de Estado também instou ao presidente Daniel Ortega, na Nicarágua, a cessar a repressão e restaurar as liberdades civis no país, abalado há meses pela violência em meio aos protestos contra o governo.

Guaidó viaja a Londres

Depois de viajar para a Colômbia, desafiando a proibição de deixar a Venezuela, Guaidó reuniu-se nesta terça-feira em Londres com o premiê britânico, Boris Johnson, e o chanceler Dominic Raab. Durante o encontro, Johnson prometeu trabalhar para que “se prestem contas” pela crise humana e a “ameaça à democracia”  na Venezuela. Raab disse estar “horrorizado e preocupado com o que está acontecendo na Venezuela, com a crise humana e as violações dos direitos humanos”. . / AFP 

 

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