Ponte desaba nos EUA horas antes de visita de Biden para falar sobre infraestrutura

Acidente feriu cerca de dez pessoas; nenhuma está em estado grave

Redação - O Estado de S.Paulo

WASHINGTON - Uma ponte desabou nesta sexta-feira, 28, sem causar mortes em Pittsburgh, nos Estados Unidos, horas antes de uma visita do presidente Joe Biden para falar, principalmente, sobre seus grandes projetos de infraestrutura.

Vários motoristas e veículos -- incluindo um ônibus -- ficaram presos pelo acidente na ponte coberta de neve, de acordo com várias fotos publicadas nas redes sociais. 

Três feridos, cujas vidas não correm perigo, foram levados a um hospital, informaram os serviços de emergência da cidade, a segunda maior do Estado da Pensilvânia, depois da Filadélfia. 

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Desabamento de ponte feriu cerca de dez pessoas; nenhuma delas está em estado grave Foto: Drone Base/REUTERS

A mídia local relata cerca de dez feridos leves. O presidente foi informado do desabamento da ponte e reconheceu o trabalho dos socorristas mobilizados, disse Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca, acrescentando que Biden não modificaria sua agenda. 

Biden viajou à cidade para fazer um discurso nesta tarde sobre seu método para "fortalecer as cadeias logísticas do país, revitalizar o setor industrial, criar empregos bem remunerados e protegidos por sindicatos e construir uma nova América, principalmente graças à lei apoiada pelos dois partidos sobre infraestruturas".

"É inacreditável", disse Biden parado diante da ponte desmoronada.

"É um milagre, senhor presidente", disse um membro de uma equipe de intervenção e resgate. 

"É mesmo", respondeu o presidente, com um guindaste ao fundo. "Há mais pontes em Pittsburgh do que em qualquer outra cidade do mundo", disse o democrata. "Nós vamos consertar todas elas."

Biden e as pontes

É uma coincidência impressionante: em 20 de janeiro, marcando seu primeiro aniversário na Casa Branca, Biden elogiou essa lei, enquanto fotos de pontes em ruínas foram exibidas em um outdoor. 

O enorme plano de gastos em infraestrutura de US$ 1,2 trilhão aprovado pelo Congresso no final do ano passado é um dos poucos grandes sucessos do presidente democrata até hoje. 

Com um índice de popularidade em torno de 40%, Biden decidiu se aproximar da população este ano, quando as eleições legislativas de meio de mandato podem lhe custar sua estreita maioria parlamentar. 

Depois de passar um ano prometendo grandes mudanças econômicas e sociais nos Estados Unidos, a Casa Branca foi forçada a reduzir suas ambições. E também a adaptar sua maneira de se comunicar com os americanos que lutam contra uma inflação histórica e uma nova onda da pandemia. 

Nesse contexto, os grandes projetos do presidente parecem distantes de suas preocupações cotidianas. Após a lei de infraestrutura e não ter conseguido aprovar um ambicioso projeto social de 1,7 bilhão de dólares, o presidente busca salvar pelo menos algumas reformas, como auxílio à creche e gastos com a transição energética.

Para ganhar o voto dos democratas centristas que não querem que ele se incline demais para uma intervenção estatal pesada na economia, o presidente agora fala sobre um plano para "colocar os americanos para trabalhar" e aumentar a competitividade do país. /AFP

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WASHINGTON - Uma ponte desabou nesta sexta-feira, 28, sem causar mortes em Pittsburgh, nos Estados Unidos, horas antes de uma visita do presidente Joe Biden para falar, principalmente, sobre seus grandes projetos de infraestrutura.

Vários motoristas e veículos -- incluindo um ônibus -- ficaram presos pelo acidente na ponte coberta de neve, de acordo com várias fotos publicadas nas redes sociais. 

Três feridos, cujas vidas não correm perigo, foram levados a um hospital, informaram os serviços de emergência da cidade, a segunda maior do Estado da Pensilvânia, depois da Filadélfia. 

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A mídia local relata cerca de dez feridos leves. O presidente foi informado do desabamento da ponte e reconheceu o trabalho dos socorristas mobilizados, disse Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca, acrescentando que Biden não modificaria sua agenda. 

Biden viajou à cidade para fazer um discurso nesta tarde sobre seu método para "fortalecer as cadeias logísticas do país, revitalizar o setor industrial, criar empregos bem remunerados e protegidos por sindicatos e construir uma nova América, principalmente graças à lei apoiada pelos dois partidos sobre infraestruturas".

"É inacreditável", disse Biden parado diante da ponte desmoronada.

"É um milagre, senhor presidente", disse um membro de uma equipe de intervenção e resgate. 

"É mesmo", respondeu o presidente, com um guindaste ao fundo. "Há mais pontes em Pittsburgh do que em qualquer outra cidade do mundo", disse o democrata. "Nós vamos consertar todas elas."

Biden e as pontes

É uma coincidência impressionante: em 20 de janeiro, marcando seu primeiro aniversário na Casa Branca, Biden elogiou essa lei, enquanto fotos de pontes em ruínas foram exibidas em um outdoor. 

O enorme plano de gastos em infraestrutura de US$ 1,2 trilhão aprovado pelo Congresso no final do ano passado é um dos poucos grandes sucessos do presidente democrata até hoje. 

Com um índice de popularidade em torno de 40%, Biden decidiu se aproximar da população este ano, quando as eleições legislativas de meio de mandato podem lhe custar sua estreita maioria parlamentar. 

Depois de passar um ano prometendo grandes mudanças econômicas e sociais nos Estados Unidos, a Casa Branca foi forçada a reduzir suas ambições. E também a adaptar sua maneira de se comunicar com os americanos que lutam contra uma inflação histórica e uma nova onda da pandemia. 

Nesse contexto, os grandes projetos do presidente parecem distantes de suas preocupações cotidianas. Após a lei de infraestrutura e não ter conseguido aprovar um ambicioso projeto social de 1,7 bilhão de dólares, o presidente busca salvar pelo menos algumas reformas, como auxílio à creche e gastos com a transição energética.

Para ganhar o voto dos democratas centristas que não querem que ele se incline demais para uma intervenção estatal pesada na economia, o presidente agora fala sobre um plano para "colocar os americanos para trabalhar" e aumentar a competitividade do país. /AFP

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