População civil abandonou Faluja, diz Allawi

O primeiro-ministro do Iraque, Ayad Allawi, afirmou, em pronunciamento pela TV, que o povo de Faluja pediu ajuda para "libertar a cidade dos terroristas e rebeldes". Há dias que forças americanas preparam uma operação militar maciça para retomar a cidade; tropas britânicas já foram deslocadas do sul do Iraque para substituir os americanos que tomarão parte no assalto.Aparentemente preparando-se para rebater as críticas que virão com as baixas provocadas por um ataque aberto a Faluja, Allawi afirmou ainda que quase toda a população civil já deixou a cidade. O premier voltou a repetir que a "janela para um acordo pacífico" está se fechando.Já o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, alertou que a invasão de Faluja poderá prejudicar a realização de eleições no Iraque, previstas para janeiro, por conta da revolta que surgiria na comunidade sunita. Carta enviada por Annan no final de outubro a autoridades britânicas, americanas e iraquianas diz que o secretário-geral preocupa-se com o risco que a violência representa para o processo eleitoral, "não apenas a violência dos rebeldes, mas também os informes de uma grande ofensiva militar em preparação pela força multinacional". Hoje, aviões americanos voltaram a bombardear a cidade, atingindo barricadas minadas no sul de Faluja, um posto de comando rebelde e um depósito de armas, disse o tenente Nathan Braden.

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