População de Nova York critica resposta à nevasca

Mesmo três dias depois da forte nevasca, Nova York continuava caótica ontem. A situação não foi normalizada nos aeroportos da cidade, com novos cancelamentos e aviões tendo de esperar até 11 horas para conseguir desembarcar seus passageiros. Muitas vias continuavam obstruídas pela neve e mesmo nas áreas mais movimentadas de Manhattan era praticamente impossível atravessar algumas ruas por causa do acúmulo de neve nas calçadas.

AE, Agência Estado

30 de dezembro de 2010 | 10h52

Desde domingo, cerca de 10 mil voos foram cancelados nos EUA, metade deles em Nova York. Dentro do aeroporto, pessoas dormiam nos corredores e algumas lanchonetes não tinham mais alimentos. Os banheiros do JFK estavam sujos e com os lixos transbordando.

A população da cidade também reclamava do fracasso da prefeitura em lidar com a crise. Muitas ruas de regiões do Brooklyn, Queens, Staten Island no Bronx não haviam sido tocadas pelos responsáveis pela desobstrução das vias, impedindo muitas pessoas de sair de suas casas. Ao menos 50 ônibus estavam encalhados em alguma região de Nova York - no domingo, eram 600. Duas linhas de metrô tiveram seus serviços suspensos. Apenas alguns turistas não reclamavam por cauda da oportunidade ver o Central Park completamente branco pela neve.

O popular prefeito Michael Bloomberg recebeu duras críticas da imprensa local. Em entrevista, ele assumiu a culpa. "Não fizemos um bom trabalho como gostaríamos ou como a cidade esperava. Não sei dizer com certeza o motivo de esta vez ter sido pior do que as outras" administrações de crise durante nevascas, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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