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População do leste do Congo deixa aldeias após conflito

Aldeias nas montanhas do leste do Congo, que já abrigaram dezenas de milhares de pessoas, já estão quase vazias, depois que rebeldes e o Exército do país entraram em confronto, um dos piores em uma semana. Os enfrentamentos na cidade de Kanyabayonga, localizada ao norte da capital provincial Goma, ocorrem mesmo depois de o líder rebelde Laurent Nkunda ter prometido a um enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) que apoiaria um cessar-fogo e os esforços da ONU para encerrar o conflito, que desde agosto deste ano já forçou 250 mil pessoas a deixarem suas casas.As poucas pessoas que continuavam hoje em Kanyabayonga estão se preparando para deixar a cidade. Soldados do exército congolês também fugiam do local. Os dois lados se enfrentaram ontem em Rwindi, a 17 quilômetros de Kanyabayonga. Cerca de 150 pessoas procuraram refúgio perto de uma base de mantenedores de paz da ONU, amontoando-se ao lado de contêineres enquanto o local era atingido por morteiros e fogos de artilharia."Esses capacetes azuis (soldados da ONU) não nos deixam entrar na base, mas ficar aqui perto é melhor do que nada", afirmou Clement Elias, um dos que procuraram refúgio. Elias afirmou ter ouvido cerca de cem explosões ontem à noite. Até agora não há relato de vítimas, segundo o porta-voz da força mantenedora de paz da ONU, coronel Jean-Paul Dietrich. "É muito lamentável que o cessar-fogo não tenha sido respeitado."Hoje, Rwindi estava calma, mas rebeldes eram vistos circulando livremente, carregando geradores e caixas de munição. O Congo abriga a maior missão de paz da ONU, com cerca de 17.000 soldados, mas a base mantenedora de paz não tem sido capaz de dar fim aos combates no país nem de proteger a população civil.

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