População envelhece, e Xangai agora recomenda 2o filho a casais

O governo de Xangai (China) está orientando determinados casais a terem dois filhos, contrariando a tradicional "política do filho único", como forma de controlar os efeitos do envelhecimento populacional, disse uma autoridade municipal na sexta-feira.

EMMA GRAHAM-HARRISON E YU LE, REUTERS

24 de julho de 2009 | 09h52

É a primeira vez em décadas que autoridades chinesas estimulam ativamente a procriação.

Criada para evitar uma sobrecarga dos recursos, a "política do filho único" já é menos rígida do que o nome sugere, pois casais urbanos são autorizados a ter dois filhos, assim como os casais rurais, mas neste caso só se o primeiro filho for menina.

Essa política oficial ainda vigora na maior parte da China, mas a próspera Xangai tem agora uma nova preocupação - o ônus do envelhecimento populacional.

A presença de mais crianças ajudaria a aliviar a forte pressão sobre os sistemas de saúde e previdência resultante do envelhecimento, segundo Zhang Meixin, porta-voz da Comissão Municipal de População e Planejamento Familiar, acrescentando que a política populacional básica não mudou.

"A população de Xangai com mais de 60 anos já supera os 3 milhões, ou 21,6 por cento dos residentes registrados", disse ele à Reuters por telefone. "Isso já é quase a cifra média dos países desenvolvidos, e ainda cresce rapidamente."

O número de casais legalmente aptos a terem dois filhos subiu de 4.600 em 2005 para 7.300 em 2008, segundo o funcionário.

A China almeja manter sua população total, a maior do mundo, abaixo de 1,36 bilhão de pessoas até o ano que vem.

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