População não recebeu avisos sobre chuvas na Rússia

As autoridades falharam em avisar de forma apropriada os moradores da região do Mar Negro sobre as enchentes que mataram pelo menos 171 pessoas e deixaram milhares desabrigadas, reconheceu o ministro de Emergências da Rússia, elevando a indignação popular sobre a forma como o desastre foi tratado.

AE, Agência Estado

09 de julho de 2012 | 09h49

As chuvas torrenciais e as enchentes de sábado transformaram as ruas de Krymsk e cidades próximas em rios lamacentos, o que obrigou as pessoas a fugirem de suas casas e a subir em árvores e telhados. Cerca de 19 mil pessoas perderam tudo o que tinham por causa das enchentes.

O Ministério de Emergências disse que enviou avisos por mensagem de texto, mas alguns moradores locais disseram que não receberam os alertas. O ministro Vladimir Puchkov reconheceu, sob pressão, que as mensagens foram insuficientes para avisar a todos a tempo.

"Foi criado um sistema para avisar os moradores", disse Puchkov durante uma reunião na qual foi duramente questionado pelo vice-primeiro-ministro. "Mas, infelizmente, nem todos foram alertados a tempo."

A Rússia tem registrado uma série de desastres naturais e provocados pelo homem nos últimos anos, muitos dos quais em razão do envelhecimento da infraestrutura do país ou da fraqueza das regras de segurança. A forma inadequada como o governo têm cuidado dos desastres intensifica a desconfiança no governo. O presidente Vladimir Putin agiu rapidamente na tentativa de conter a raiva do povo.

Putin, que no passado foi criticado por responder de forma retardada ou por ser aparentemente indiferente aos desastres, foi para a região de Krasnodar, no sul da Rússia, no final de semana para mostrar que estava assumindo o controle da situação.

Procuradores federais investigam se a população tem sido protegida de forma adequada de "catástrofes naturais e tecnológicas".

As chuvas torrenciais na região promoveram precipitações de 304 milímetros em menos de 24 horas. Segundo a agência meteorológica, este volume é cinco vezes maior do que a média mensal. As informações são da Associated Press.

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