População protesta contra reformas de Peña Nieto

O governo do presidente do México, Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), tem enfrentado protestos no país enquanto tenta implementar reformas. E a tendência, segundo Alejandro Hope, do Instituto Mexicano para a Competitividade, é que a situação do líder se complique mais. "As reformas que ainda deverão ocorrer terão mais resistência", diz o especialista.

FERNANDA SIMAS, Agência Estado

05 de maio de 2013 | 09h17

Peña Nieto assumiu a presidência em dezembro e logo após assinou o Pacto pelo México, acordo que prevê reformas na educação e nas telecomunicações - atualmente em andamento - e nos setores energético e fiscal, que o governo quer aplicar no segundo semestre.

Sindicatos de professores têm protestado contra a reforma educacional, argumentando que a intenção do presidente é privatizar o setor. Na opinião de Hope, a resistência ocorre porque o pacto determina que os educadores passem por uma avaliação e diminui o controle sindical nas escolas. "No Estado de Guerrero, o Congresso local foi apedrejado."

A aprovação de Peña Nieto é baixa comparada ao índice que tinha o ex-presidente Felipe Calderón, nos primeiros meses de governo. "Peña Nieto precisa mostrar resultados rapidamente." Segundo Hope, a situação deverá se complicar mais, porque as reformas que ainda não foram iniciadas terão um "custo político alto".

A futura reforma fiscal, segundo o governo, tem intenção de aumentar a arrecadação tributária dos Estados, com o objetivo de aumentar seu crescimento econômico. "Um elemento provavelmente terá a resistência de 90% da população: generalizar o imposto sobre o valor agregado de produtos."

Opositores ao projeto de reforma no setor energético argumentam que a medida levaria à privatização da petroleira Pemex, mas o governo rebate dizendo que a intenção é permitir a participação privada no setor e impulsionar a produtividade da estatal.

Criminalidade

Propostas para acabar com a violência são bem vistas pela população, mas o problema, segundo Hope, é como fazer isso. "Há uma incapacidade do Estado porque as polícias estão mal preparadas e mal equipadas." Hope afirma que os homicídios dolosos (com intenção), por exemplo, não caíram relação ao governo Calderón. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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