Popularidade de Bachelet cai para 29%, a menor em seus dois mandatos no Chile

Queda de aprovação da presidente ocorre após uma série de escândalos de corrupção

O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2015 | 20h13

SANTIAGO - A aprovação da presidência de Michele Bachelet, no Chile, caiu para 29%, o mínimo histórico registrado durante seus dois mandatos. O índice dos que desaprovam seu governo chegou a 66%, informou nesta terça-feira a consultoria Adimark.

Nem mudanças no gabinete, nem os anúncios de educação gratuita para 260 mil estudantes do ensino superior a partir de 2016 conseguiram remediar o recuo na popularidade da líder, disse Roberto Méndez, diretor da consultoria de centro-direita. A Adimark aponta em seu estudo mensal que continuam caindo as avaliações de Bachelet.

O estudo, realizado por telefone entre 12 e 30 de maio, tem margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos. 

O Chile vive um ambiente de desconfiança e descrédito em relação aos políticos desde fins de 2014, quando foram revelados mecanismos irregulares de financiamento de campanhas por parte de empresas, até mesmo uma do ex-genro do ex-ditador Augusto Pinochet, que aparece favorecendo majoritariamente a situação de centro-esquerda e políticos que trabalharam na pré-campanha presidencial de Bachelet, em 2013.

Em entrevista na rádio Cooperativa, Bachelet disse que jamais autorizou uma pré-campanha em 2013 e "sem dúvida seria muito doloroso" caso fosse comprovado que os fundos vinham do ex-genro de Pinochet.

Contribuiu para a queda da popularidade de Bachelet um negócio de especulação imobiliária conduzido pelo filho e pela nora da presidente. O casal agora é investigado judicialmente por suposto tráfico de influência e uso de informação privilegiada. / AP

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