Popularidade de Bush segue em queda livre

O índice de aprovação da gestão do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à frente da Casa Branca continua em queda entre os americanos, revelou uma pesquisa encomendada pelo jornal The Washington Post e pela rede de televisão ABC News. A enquete, feita com 1.027 cidadãos americanos entre quinta-feira e domingo, indicou que o índice de aprovação de Bush é agora de 38%, três pontos percentuais abaixo do resultado do mês passado e o pior desde que o atual presidente chegou à Casa Branca, em 2001. Mas talvez o pior, segundo o jornal, é que 47% dos consultados disseram desaprovar "categoricamente" a gestão de Bush na Presidência, ou seja, mais que o dobro do número de pessoas que a aprova (20%). Essa queda se deve às derrotas políticas sofridas no plano interno e às persistentes más notícias procedentes do Iraque, cenário que também afeta o Partido Republicano. A aprovação da gestão de Bush, que depois dos atentados do 11-9 superou os 80%, se mantém abaixo de 50% há mais de um ano. A pesquisa, publicada pela versão digital do "The Washington Post", indica que, a menos de sete meses das eleições legislativas de novembro, os problemas políticos de Bush também influirão nos resultados do pleito. Congresso e Iraque A consulta indicou que apenas 35% dos eleitores aprova a gestão do Congresso controlado pelos republicanos. Esse é o mais baixo nível de apoio para o Parlamento nos últimos nove anos, segundo o jornal. Caso se mantenha essa percepção entre os eleitores, os republicanos podem perder a pequena maioria com que contam no Senado e na Câmara de Representantes. A enquete indicou que, em seis de sete temas cruciais, menos da metade dos entrevistados aprovou a gestão de Bush. A maioria se mostrou descontente com sua atuação à frente da Guerra do Iraque (62%), do atendimento médico (62%) e da imigração (61%). Além disso, metade dos consultados desaprovou a forma com que Bush enfrentou a luta contra o terrorismo, um tema pelo qual até o ano passado o presidente tinha recebido avaliações positivas, enfatizou o "The Washington Post".

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