Popularidade de Obama é a mais baixa no ano

Pesquisa mostra que aprovação de presidente caiu 3 pontos e chegou a 47%; Romney é considerado por eleitores o mais apto para criar empregos

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2012 | 03h02

O ritmo mais lento da economia americana e a ameaça de uma nova recessão já atrapalham os planos de reeleição do presidente dos EUA, Barack Obama, na votação de novembro. Uma pesquisa divulgada ontem pelo instituto Ipsos e pela agência de notícias Reuters mostram que seu trabalho é aprovado por 47% do eleitorado. Trata-se de uma queda de 3 pontos porcentuais em relação à consulta de maio e do nível mais baixo desde janeiro.

Os dados são alarmantes para a campanha de Obama e refletem a percepção do eleitorado sobre o aumento do desemprego em maio (8,2%) e os sinais preocupantes vindos da Europa desde o início de junho. Na terça-feira, Obama tratou de moderar seu otimismo ao dizer que há muitas pessoas ainda prejudicadas pela crise e a economia americana tem "um longo caminho a seguir". O levantamento ainda aponta o republicano Mitt Romney como o candidato mais bem preparado para criar empregos no país.

Dentre os eleitores ouvidos por telefone pela Ipsos, entre os dias 7 e 10, 45% afirmaram que votarão em Obama e 44%, em Romney. O republicano ganhou 2 pontos porcentuais entre maio e junho. Embora ambos estejam empatados, tecnicamente, Obama perdeu 4 pontos na preferência do eleitorado desde maio.

Os dados mostram Romney em uma trajetória de consolidação de sua base eleitoral. Os anúncios menos animadores sobre a economia são apropriados para as críticas do republicano, que aposta no novo slogan "Colocando os Empregos em Primeiro Lugar" e insiste no valor de sua experiência empresarial. Obama, com o lema "Para a Frente", não está conseguindo atingir o eleitor independente e os dos nove Estados tradicionalmente indecisos.

O presidente, segundo 43% dos consultados, é visto como o candidato mais capaz de criar empregos. Mas Romney o ultrapassou em maio, com 46%. A parcela dos eleitores pessimistas com o rumo dos EUA cresceu 6 pontos e alcançou 63%. O Ipsos questionou se Obama mais ajuda ou prejudica a economia do país. As respostas mostraram o eleitorado bastante dividido: para 50%, Obama ajuda mais; para 44% prejudica mais. A grande perda para Obama, segundo a pesquisa, parece estar entre os eleitores independentes - os que realmente podem fazer diferença em novembro. Sua preferência nesse grupo caiu de 48% para 35% desde maio. Mas 40% desses eleitores disseram que Obama ajudou a economia. Para 39% deles, o presidente causou mais danos.

Ainda ontem, diante de uma plateia de empresários, Romney acusou o governo Obama de ter ter seguido as políticas "mais anti-investimento, antinegócios, anti-empregos da história moderna americana".

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