Popularidade de premiê espanhol cai após atentado da ETA

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, e seu partido socialista perderam popularidade após o atentado atribuído ao grupo separatista basco ETA, no qual foram mortas duas pessoas, como indica uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo jornal El Mundo. O violento atentado com carro-bomba ocorrido no Aeroporto Internacional Barajas, no dia 30 de dezembro, colocou fim a uma trégua declarada nove meses antes pela ETA e paralisou os processos de paz que estavam em andamento. Esse foi o primeiro ataque do grupo com vítimas fatais desde maio de 2003.Em uma escala de 10 pontos, o índice de aprovação de Zapatero, que no mês passado era de 5,48, caiu para 5,12. O premiê, que sentiu-se criticado por ter levado dias para visitar o local das explosões e por não ter fornecido informações claras sobre a situação do processo de paz, continua sendo um dos poucos políticos espanhóis a ficar acima dos 5 pontos. Quem atingiu este seleto grupo foi o ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba. Em virtude do atentado de Barajas, Rubalcaba anunciou a suspensão do processo de paz com a ETA, iniciado por Zapatero. Na pesquisa divulgada pelo jornal El Mundo, o índice de aprovação de Barajas elevou-se de 4,95 pontos para 5,22 em janeiro. Na pesquisa de opinião, realizada pelo instituto Sigma Dos, o apoio ao líder da oposição, Mariano Rajoy, elevou-se de 4,78 para 4,91 pontos. Os resultados também indicam que o Partido Popular (PP), de Rajoy, teria uma vantagem de 0,5 ponto percentual sobre os socialistas. Dos 800 entrevistados, 40,7% afirmaram que votariam no PP, enquanto 40,2% optariam pelos socialistas. Quando a ETA declarou um "cessar-fogo permanente", em março, os socialistas tinham uma vantagem de 7,7 pontos percentuais. Já em pesquisa executada pelo instituto Metroscopia e divulgada no jornal de direita ABC aponta vantagem de 0,7 ponto percentual a favor dos socialistas sobre a oposição, contando com 41,1% da preferência dos eleitores.

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