Por 5 minutos, estaríamos entre as vítimas, diz brasileira em Nice 

A brasileira Luciana Dias Bomfim está de férias em Nice e disse ter evitado Paris por temer um ataque na capital francesa; leia seu depoimento  

O Estado de S. Paulo

14 Julho 2016 | 20h43

“Estava na praia Promenade des Anglais, com o meu namorado, um clima bem tranquilo. A praia estava lotada, num clima de réveillon, com cerca de 20 minutos de fogos, com crianças e idosos, lembrando muito o ano-novo de Copacabana. Assim que acabaram os fogos resolvemos voltar para o hotel. Tenho certeza que se ficássemos 5 minutos a mais poderíamos estar entre as vítimas. 

A gente veio voltando, pelas ruas principais. Quando olhamos para trás, vimos um mar de gente correndo. Eu corri como uma maluca, meu namorado segurou a minha mão, a gente correu muito rápido. Víamos na nossa frente as pessoas levantando do restaurante, deixando tudo como estava. E atrás aumentava a multidão, mais gente e muita gritaria.

Nossa sorte é que já estávamos perto do hotel. Estamos a cinco minutos a pé de onde foi a confusão. Dá para ouvir bem as sirenes das ambulâncias e helicópteros. Quando chegamos no hotel vimos gente chorando, pessoas desesperadas e soubemos do que tinha acontecido. 

Eu já tinha a certeza de que, pela maneira que as pessoas estavam correndo, que alguém tinha morrido porque era muita gente correndo e tinha muita criança, idosos, bebês. Os fogos começaram às 22hs. Por volta das 22h30, começou a correria. A gente ia para Paris hoje, mas desistimos porque pensamos que ia ter algum atentado pela data e resolvemos vir para Nice. Chegamos nesta quinta-feira à tarde.”

 

 

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