Por acordo, Paquistão retira soldados de área conflituosa

O Paquistão começou aretirar soldados de partes da região do Waziristão do Sul etrocou prisioneiros por militantes em um esforço para selar apaz com um comandante ligado à Al Qaeda, afirmaram autoridadesna quarta-feira. Desde que tomou posse no mês passado, depois de o país tersofrido sua pior onda de ataques, o novo governo paquistanêsvem tentando aproximar-se de Baituallah Mehsud por meio deanciões tribais da etnia pashtun. Mehsud lidera o Taliban noPaquistão. Mas os esforços de paz levantaram dúvidas, em especialentre os aliados ocidentais do Paquistão que mantêm soldados novizinho Afeganistão. Segundo esses países, acordos semelhantesfirmados no passado apenas serviram para dar aos militantes aliberdade de reorganizarem-se e planejarem novas ações armadasem território afegão e fora dele. A rodada mais recente de negociações estancou no mêspassado, depois de o governo ter rejeitado a exigência feitapelos militantes de que os soldados paquistaneses deixassem oWaziristão do Sul, área considerada um local de refúgio para aAl Qaeda e o Taliban. No entanto, na quarta-feira, um importante membro dogoverno paquistanês disse que o número de soldados seriadiminuído em ao menos dois terços naquela região como forma deabrir caminho para um acordo. "O número de soldados nas áreas de Kotkay e de Spinkaicomeçou a diminuir", disse a autoridade, que não quis ter suaidentidade revelada. "Esperamos formalizar o acordo dentro dedois ou três dias." As Forças Armadas do Paquistão disseram que realizam umajuste de suas posições e que o governo ainda tomaria umadecisão sobre se retiraria soldados do Waziristão do Sul. Aretirada dependeria do resultado das negociações. "O Exército resolveu reajustar as posições atuais e abrirvárias estradas para o retorno da população civil", afirmou umporta-voz das Forças Armadas. Autoridades dos órgãos de inteligência afirmaram que osmilitantes libertaram 12 soldados em troca de 31 membros de seugrupo como parte do pacto. Uma outra autoridade do setor de segurança disse que um"acordo verbal" já havia sido selado entre as duas partes. (Reportagem adicional de Haji Mujtaba)

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