Massimo Percossi/EFE
Massimo Percossi/EFE

Por alta de contágios, Itália volta a exigir o uso de máscara

Governo de Mario Draghi esperou até o último momento para tomar uma decisão em seu esforço para conter uma nova onda de contágio impulsionada pela variante Ômicron

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2021 | 20h00

ROMA - O governo da Itália decidiu nesta quinta-feira, 23, voltar a obrigar o uso de máscaras em espaços abertos e fechar casas noturnas para combater uma nova onda de contágio pelo coronavírus, impulsionada pela variante Ômicron.

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, esperou até o último momento para tomar uma decisão, mas, como os dados não deixavam dúvidas, nesta quinta-feira ele convocou seus assessores científicos para estabelecer medidas contra a disseminação do vírus. Depois, reuniu o Conselho de Ministros para aprová-las.

O resultado foi o chamado Decreto Festividade, uma série de restrições e disposições para cortar a circulação do vírus Sars-CoV-2 em situações de lazer ou relaxamento, conscientes de que o Natal, com suas reuniões e festas, não ajudará nessa batalha.

"Estamos diante de uma variante que duplica o número de indivíduos infectados e com uma contagiosidade especialmente maior do que o que aprendemos", advertiu o cientista Franco Locatelli em uma entrevista coletiva, junto com o ministro da saúde, Roberto Speranza.

Primeiro, foi decidido impor o uso de máscaras faciais ao ar livre em todo o país, independentemente da categoria de risco de cada região. O ministro da Saúde solicitou que os italianos deem preferência pelo uso das máscaras do tipo PFF2, que protegem mais em locais públicos, como nos transportes, nos teatros, nos cinemas e em eventos esportivos.

Além disso, não haverá grandes celebrações de ano-novo, pois todas as festas que possam levar a multidões nas ruas e praças do país serão proibidas até 31 de janeiro. Discotecas, salões de dança e locais similares permanecerão fechados nesse período.

O governo também decidiu reduzir a duração do passaporte de saúde, de nove para seis meses, e diminuir o prazo de cinco para quatro meses para os cidadãos poderem receber a dose de reforço. Apesar de sua alta taxa de vacinação, com mais de 85% da população de mais de 12 anos já vacinada com as duas doses, a Itália não para de registrar novos casos.

O decreto governamental também estende até 31 de janeiro a obrigação de apresentar a versão reforçada do certificado sanitário, dado apenas a vacinados ou curados, para entrada em bares e restaurantes. Esse tipo de passe também será um requisito para entrada em museus, parques temáticos, centros recreativos, salões de jogo e salas de bingo.

Além disso, será proibido comer ou beber em áreas fechadas de lazer como cinemas, teatros ou eventos esportivos, uma medida destinada a evitar um novo fechamento desses locais, que foram os que mais sofreram durante a emergência sanitária.

O que não foi definido, embora tenha sido considerado, foi a vacinação obrigatória de todo o pessoal da administração pública, como já acontece com outras categorias, tais como médicos, professores, funcionários com cargos administrativos em instituições de ensino e pessoal policial e militar. 

De acordo com relatório publicado nesta quinta-feira pelo Instituto Superior de Saúde (ISS), a variante Ômicron representa hoje 28% dos casos no país./EFE e AFP  

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