Por MP, Lula libera R$ 375 mi para ações brasileiras no Haiti

Dinheiro irá para Defesa, construção de pronto-socorros e reforço da embaixada do País em Porto Príncipe

Leonencio Nossa, Gerusa Marques e Leonardo Goy, Agência Estado

21 de janeiro de 2010 | 15h27

Jobim e Dilma Roussef (Casa Civil) participam de reunião ao lado de Lula. Foto: Celso Júnior/AE

BRASÍLIA- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar ainda nesta quinta-feira, hoje medida provisória que repassa R$ 375 milhões para ajuda ao Haiti e para o trabalho das tropas brasileiras naquele país. Desse total, R$ 205 milhões serão destinados ao Ministério da Defesa; R$ 135 milhões para a construção de 10 unidades de pronto atendimento médico de 24 horas e R$ 35 milhões para o Ministério das Relações Exteriores, para reforço à embaixada brasileira. 

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Segundo o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha,  que participou de reunião ministerial na Grande do Torto, a mesma Medida Provisória prevê também ajuda às famílias atingidas pelas enchentes no Brasil no final de 2009 e início de 2010. Os valores ainda não foram definidos.

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O presidente decidiu também enviar ao Congresso Nacional projeto para indenizar as famílias dos 18 militares mortos no terremoto do Haiti. O valor também não foi definido. Durante a reunião ministerial, segundo Padilha, o presidente ressaltou "as boas relações" com autoridades americanas e das Nações Unidas, que estão no Haiti. O presidente citou duas conversas que teve com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por telefone.

Na reunião, os ministros da Defesa, Nelson Jobim, do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix e o secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota, fizeram um relato dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pela Minustah, missão das Nações Unidas para estabilização do Haiti, e das condições de vida na cidade de Porto Príncipe.

Jobim, segundo Padilha, informou que o governo encaminhou ao Congresso o pedido de envio de mais 3.300 militares, e considerou que 900 já são suficientes para reforçar as tropas que estão no Haiti. Jorge Félix relatou que o gabinete de crise, que centraliza as ações de socorro ao Haiti, vem solicitando às autoridades brasileiras e à população que atendam a lista de prioridades da ONU para as doações.

 

 

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