HO / IRIB / AFP
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Por segurança, companhias alteram rotas e suspendem voos no espaço aéreo de Irã e Iraque

Air France, Lufthansa e Malaysia Airlines estão entre as empresas que estão evitando a região

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2020 | 08h14

Companhias aéreas de diversos países anunciaram que estão evitando o espaço aéreo de Irã e Iraque por questões de segurança e precaução.

A região vive momento de grande tensão nos últimos dias, sobretudo desde a morte do general iraniano Qassim Suleimani em ataque dos Estados Unidos no Iraque, na sexta. Na terça, ao menos duas bases com soldados americanos foram atacadas com mísseis balísticos disparados do Irã.

A Air France suspendeu todos os voos no espaço aéreo do dois países. A empresa informou que a medida é uma precaução e que monitora a situação para "garantir as maiores condições de segurança para os voos". 

A alemã Lufthansa cancelou voos para Teerã, no Irã, e Erbil, no Iraque, por causa dos recentes incidentes. A Singapore Airlines anunciou que está desviando voos que passariam pelo espaço aéreo iraniano antes de chegar ou depois de sair da Europa e que monitora a situação para novos ajustes nas rotas. 

De acordou a agência de notícias do governo da Rússia, a Agência de Transporte Aéreo do país recomendou que as linhas aéreas russas evitem o espaço aéreo dos países. A Qantas, da Austrália; a EVA Air, de Taiwan; e a Malaysia Airlines, da Malásia, também anunciaram que estão evitando a região.

Nos Estados Unidos, a Administração Federal de Aviação proibiu voos comerciais de sobrevoarem Irã, Iraque e as águas do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã. O mesmo aconteceu na Índia.

Ataque a bases americanas

A TV iraniana havia afirmado que "dezenas de foguetes" iranianos foram disparados em resposta ao assassinato de Suleimani. Desde a morte, o Irã tem ameaçado dar uma resposta à morte de seu general. De acordo com as fontes americanas, ao menos dez foguetes foram disparados contra as bases americadas.

"Está claro agora que esses mísseis foram lançados do Irã e tinham como alvo ao menos duas bases militares iraquianas que abrigam soldados dos EUA e aliados em Al-Assad e Irbil", informou o assistente do secretário de Defesa Jonathan Hoffman, em comunicado. "Estamos trabalhando para avaliar os danos iniciais." 

As bases, segundo Hoffman, têm estado em alerta máximo diante das indicações de que o regime iraniano estava planejando ataques contra forças e interesses americanos na região. "Ao avaliarmos a situação e nossa resposta, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger e defender o pessoal, os parceiros e os aliados dos EUA na região".

A Casa Branca informou que Trump está recebendo informações sobre o ataque e monitorando a situação. / Com informações da AP

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