Lucas Jackson / Reuters
Lucas Jackson / Reuters

Por US$ 146 milhões, Japão comprará ilha para EUA realizarem exercícios militares

Hoje Washington faz treinamento aéreo em Iwo Jima, a 1,2 mil km ao sul de Tóquio

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2019 | 11h48

TÓQUIO - O Japão anunciou nesta segunda-feira, 2, que concordou em comprar uma ilha desabitada no sudeste de sua costa por US$ 146 milhões para os Estados Unidos realizarem exercícios militares

Em 2011, Tóquio e Washington decidiram mudar um centro de treinamento de caças americanos para a Ilha Mageshima, localizada a 30 km a sudoeste da costa do Japão. 

Para Entender

Guia: como a disputa no Ártico com Rússia e China motiva interesse dos EUA na Groenlândia

Investimentos chineses e atividade militar russa fazem Washington tentar projetar maior influência na região

O porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, disse que foi alcançado um acordo para comprar Mageshima na sexta-feira "após negociações entre o Ministério da Defesa e a empresa imobiliária que possui a maior parte da ilha". 

Atualmente, os EUA realizam treinamento aéreo em Iwo Jima, a 1,2 mil km ao sul de Tóquio. 

Distância

Washington solicitou a transferência argumentando que Iwo Jima - um campo de batalha importante durante a 2.ª Guerra - está muito longe de sua base militar em Iwakuni, cidade localizada no oeste do Japão, onde estão estacionados aviões de combate. 

Suga disse que planeja construir uma instalação para praticar desembarques "em uma data próxima", mas não dará mais detalhes até que a aquisição da ilha esteja concluída. 

Nas últimas décadas, as forças armadas japonesas se limitaram à autodefesa e o país depende fortemente dos americanos no âmbito de uma aliança bilateral de segurança.

O presidente Donald Trump insistiu repetidamente que o Japão e outros aliados dos EUA deveriam contribuir mais para os custos de sua própria defesa. 

Alguns moradores das ilhas próximas a Mageshima expressaram preocupação com o barulho que a base aérea pode gerar. / AFP

Notícias relacionadas

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.