Por US$ 600 mi, Berlusconi põe palácio à venda

Com a popularidade no ponto mais baixo de seu mandato, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, interrompeu sua agenda nos últimos dias para tratar de um assunto pessoal: colocar à venda seu palácio na Ilha da Sardenha. Célebre pelas festas com jovens em topless, a mansão está sendo negociada por US$ 600 milhões. Xeques árabes e magnatas russos já consideram pagar a fortuna pela casa, conhecida como Villa Certosa.

AE, Agência Estado

30 de julho de 2010 | 09h53

Berlusconi disse aos agentes imobiliários que já não se sente seguro no local depois das fotos tiradas de suas visitantes por paparazzi no ano passado. A notícia foi divulgada pelo jornal milanês Il Sole 24 Ore.

O primeiro-ministro vive um inferno astral. Seu índice de aprovação é de 39% e ele rompeu com seu principal aliado, o ex-fascista Gianfranco Fini - o que lhe deixou sem a metade da ampla maioria que tinha no Parlamento. A crise começou com os escândalos sexuais, quando Fini cobrou do governo "mais moralidade" e criticou o estilo de administração do premiê. Seguiram-se derrotas importantes no Legislativo e escândalos de corrupção que envolveram dois de seus ministros, que acabaram renunciando.

O jornal italiano afirma que a separação de Berlusconi da atriz Veronica Lario foi um dos motivos também da venda da casa. Sua família, temendo a invasão de privacidade, passou a evitar o local. "Há uma semana, o premiê pediu-me para vender Villa Certosa", afirmou ao Il Sole 24 Ore Claudio Giuntoli, agente imobiliário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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