Por WikiLeaks, hackers atacam site da MasterCard

Um grupo de hackers afirmou hoje que lançou uma série de ataques online para fechar sites da MasterCard e de um banco na Suíça. As duas instituições romperam nos últimos dias sua relação com o site WikiLeaks, que tem divulgado documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos. A MasterCard informou que o ataque virtual não afeta a capacidade de seus clientes usarem seus cartões.

AE, Agência Estado

08 de dezembro de 2010 | 12h35

O grupo de hackers, autodenominado Anon_Operation, informou em uma mensagem no site Twitter que "o www.mastercard.com está derrubado" e que o site da gigante do setor de cartões de crédito não podia ser acessado em Genebra.

O braço bancário do serviço postal suíço, PostFinance, confirmou hoje que seu site estava sofrendo um ataque virtual desde que fechou uma conta bancária do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na segunda-feira. O banco argumentou que Assange havia fornecido um endereço falso em seu cadastro. As tentativas de entrar hoje no site do Postfinance.ch causavam mensagens de erro. Ontem a Visa informou que suspendeu todos os pagamentos para o WikiLeaks.

O banco suíço afirma que qualquer depósito pertencente a Assange e o dinheiro que estava na conta podem ser transferidos para uma conta determinada por ele. Assange se entregou ontem à polícia britânica, pois era procurado por acusações de estupro e outros crimes na Suécia. Ele nega os crimes. Assange não teve direito a pagar fiança e segue preso.

Há também informações de que hackers estejam atacando o site e o e-mail da advogada que representa as duas mulheres suecas que acusam Assange. "Nosso e-mail e site foram alvos de hackers na noite passada e nesta manhã", disse hoje a advogada Claes Borgstroem, que representa as mulheres. Segundo ela, aparentemente são as mesmas pessoas que atacaram o site da promotoria sueca, que ficou fechado ontem, mas voltou a funcionar hoje.

O WikiLeaks busca divulgar documentos secretos de governos e empresas. Desde a semana passada, vem divulgando um lote de cerca de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA. As informações são da Dow Jones.

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