Mikhail Palinchak/AP
Mikhail Palinchak/AP

Poroshenko diz que tropas não foram cercadas em Debaltseve

Presidente ucraniano se reuniu com militares que deixaram a cidade ao leste do país; separatistas afirmam que os soldados se renderam

O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 16h52

KIEV - O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, viajou nesta quarta-feira, 18, para a região de Donetsk, onde se reuniu com as tropas do governo que abandonaram horas antes a estratégica cidade de Debaltseve.

Poroshenko se encontrou pessoalmente com a tropa e com seus chefes na cidade de Artiomovsk, onde os soldados chegaram, informou a presidência ucraniana em comunicado. "Poroshenko felicitou os soldados por sua coragem."


Segundo o presidente ucraniano, "as unidades saíram de maneira ordenada, com todo seu armamento, com carros de combate, blindados, peças de artilharia e veículos de transporte", o que demonstraria que os militares não estavam cercados, como afirmavam os separatistas e a própria Rússia.

Os rebeldes garantiram que as tropas governamentais puderam deixar o cerco somente depois de se comprometerem a depor as armas. "O grosso das tropas mencionadas por Poroshenko foi esmagado pelas forças rebeldes e outras unidades se renderam ou estão se rendendo", disse Denis Pushilin, um dos dirigentes da autoproclamada República Popular de Donetsk.

Segundo os porta-vozes separatistas, três mil soldados ucranianos morreram em Debaltseve em combates com as milícias pró-russas. Kiev reconhece somente 22 mortos nos últimos dias.

Caso as estimativas rebeldes sejam confirmadas, este seria o maior revés para o Exército ucraniano desde a explosão da sublevação armada nas regiões de Donetsk e Luhansk, em abril do ano passado.

Apesar de denunciar a violação do cessar-fogo pelos rebeldes em Debaltseve, o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia declarou que Kiev continua a apoiar o cumprimento dos acordos de paz fechados semana passada em Minsk. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.