Porta-aviões é uma cidade militar flutuante

Um super porta-aviões é uma cidade militar flutuante ocupada por 5,7 mil soldados, homens e mulheres. Neste momento, em um deles, o Abraham Lincoln, há talvez 300 visitantes, os estranhos combatentes das Forças Especiais hospedados no segundo convés, acomodados ao lado dos seus helicópteros negros.A intervalos regulares, nunca superiores a 10 minutos, o uivo agudo da catapulta ou do gancho de ancoragem anuncia o lançamento ou a chegada de um avião. Jatos supersônicos de ataque, principalmente. Dia e noite.Cerca de 50 deles, em média, estão a bordo de cada um desses gigantes de quase 100 mil toneladas de deslocamento, grandes como três campos de futebol. Para outras funções, como o reabastecimento em vôo, reconhecimento, espionagem e vigilância eletrônica há outras 45 aeronaves de vários tipos.Os porta-aviões americanos - seis deles estão atuando na 2ª Guerra do Golfo - lideram Grupos de Batalha compostos por outros 11 navios de escolta. Em redor dessa Força-Tarefa, mesmo em águas internacionais é declarada uma zona permanente de exclusão de pouco mais de 400 quilômetros; algo como a distância entre São Paulo e o Rio de Janeiro."São 45 mil metros quadrados de território dos Estados Unidos projetados em qualquer lugar do mundo" analisa o cientista social inglês Richard Sharpe, capitão da reserva da Marinha britânica. Para ele, a mera tentativa de agredir esse conjunto implica ofensa grave à integridade dos EUA: "um porta aviões nuclear tem, sozinho, maior poder de fogo embarcado que o de todos os bombardeios realizados pelos Aliados e pela Alemanha na Europa durante a 2ª Guerra Mundial; atacar um deles equivale a atacar Washington."Veja o especial :

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