US Navy
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Porta-aviões nuclear dos EUA chegará à Península da Coreia no fim de abril

Fonte militar diz que USS Carl Vinson está em deslocamentos para a região após participar de exercícios com Austrália; movimentação foi anunciada há dez dias em resposta às ameaças de Pyongyang

O Estado de S.Paulo

19 Abril 2017 | 11h55

SEUL - O porta-aviões nuclear que Washington disse ter desdobrado há dez dias para a Península da Coreia, em resposta às ameaças de Pyongyang, começou a se deslocar para a região, onde chegará no final de abril, segundo uma fonte militar sul-coreana.

O USS Carl Vinson e seu grupo de ataque se dirigem para a região após concluir manobras conjuntas com a Austrália em águas do Oceano Índico, explicou a citada fonte à agência "Yonhap".

Seul e Washington estariam debatendo agora a possibilidade de realizar exercícios navais combinados com a participação do citado navio de propulsão nuclear da classe Nimitz (a maior do mundo em termos militares) entre os dias 25 e 28 de abril. Mas um porta-voz do Ministério de Defesa sul-coreano disse que por enquanto Seul é incapaz de confirmar tal informação.

O Comando do Pacífico americano disse no começo de abril que enviava à Península Coreana o Carl Vinson - que então estava previsto que participasse em manobras com Austrália - em resposta ao lançamento de um míssil balístico por parte do regime norte-coreano.

No entanto, segundo mostraram fotos publicadas pela Marinha americana, o porta-aviões não se deslocou ao Mar de Japão (Mar do Leste) e se dirigiu a águas do Índico como estava inicialmente previsto sem que Washington tenha explicado durante as duas semanas seguintes que se manteve o itinerário original.

Nesse tempo, a tensão na região aumentou pelas alusões de Washington a um ataque preventivo contra Pyongyang e por um novo teste de mísseis fracassado realizado no domingo pela Coreia do Norte.

A isto se soma a possibilidade de o regime de Kim Jong-un realizar uma nova detonação atômica subterrânea nos próximos dias depois que as últimas fotos tiradas por satélite de seu centro de testes nucleares de Punggye-ri mostram que tudo parece pronto. / EFE

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