AP Photo/Andrew Harnik
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Porta-voz da Casa Branca rebate perguntas embaraçosas em loja da Apple

Sean Spicer afirmou que os EUA 'são um ótimo país' ao ser questionado se teria traído sua nação; no Twitter, presidente Donald Trump pediu que a mídia seja 'mais gentil' com membros do seu governo

O Estado de S.Paulo

14 de março de 2017 | 12h23

WASHINGTON - No último sábado, enquanto fazia compras em uma loja da Apple, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, teve sua atuação no governo de Donald Trump questionada por uma cliente e rebateu perguntas embaraçosas feitas por ela.

Em sua conta no Twitter Shree Chauhan, ex-professora de ensino infantil, afirmou que decidiu interpelar Spicer "devido ao fato de ele não gostar da imprensa". "Eu queria falar verdadeiramente com quem tem o poder", descreveu sobre a situação, que registrou com seu telefone.

"Como você se sente trabalhando para um fascista?", questiona Shree. Spicer apenas responde que "os EUA são um ótimo país". A ex-professora insiste: "Você ajudou com a história da Rússia? Você também é um criminoso? Você cometeu traição também, como fez o presidente?".

Nos cerca de 50 segundos em que foi filmado, o porta-voz do governo americano evitou confrontar Shree e tentou continuar sua compra dentro da loja. Em determinado momento, porém, ele afirma: "Temos um país tão bom que permitimos que você esteja aqui".

Em um texto publicado na internet a mulher, que tem origem indiana, disse ter considerado a resposta uma "ameaça racista". "Ainda estou surpresa pela audácia de (Spicer) ameaçar minha cidadania sabendo que estava sendo gravado", disse Shree.

Durante a entrevista coletiva diária na Casa Branca, na segunda-feira, Spicer comentou brevemente o incidente. "Estamos em um país livre e a beleza disso é que as pessoas podem agir como quiserem", afirmou o porta-voz, que destacou ainda o fato de "99% das inteirações com o público" serem civilizadas.

Ainda na segunda-feira, o próprio presidente americano usou sua conta no Twitter para cometnar o caso. "É incrível o quão rude a mídia é com meus representantes que trabalham arduamente. Sejam gentis, será muito melhor para vocês", escreveu Trump.

Este foi o segundo caso em que um funcionário da Casa Branca no governo Trump foi questionado publicamente por um civil. No mês passado, Omarosa Manigault - diretora de comunicação da Casa Branca - sentiu-se tão assediada por duas mulheres em uma loja na Virgínia que acabou escoltada até seu carro por segurança. / WASHINGTON POST

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