Porta-voz de grupo islâmico acusado de ameaçar governo dinamarquês

O porta-voz de um grupo radical islâmico foi acusado de ameaçar o governo em um folheto que incitava muçulmanos a "eliminar" governantes que os impedissem de se juntar à insurgência no Iraque, afirmou a promotora dinamarquesa Karen-Inger Bast nesta segunda-feira. Os folhetos, distribuídos em 2004 pelo braço dinamarquês do grupo Hizb ut-Tahrir, convocavam os muçulmanos a viajar para o Iraque e unir-se aos grupos insurgentes. Eles também pedem a eliminação das autoridades que tentarem se colocar no caminho. A promotora interpretou a frase como uma ameaça direta ao governo da Dinamarca. O país possui 530 soldados no sul do Iraque. "Nós terminamos de analisar o material e decidimos que existem fundamentos para queixas formais", explicou Bast. Ela disse que as acusações contra o porta-voz do grupo na Dinamarca, Fadi Abdullatif, foram feitas no dia 16 de março. Abdullatif também foi acusado de violar leis anti-racismo por publicar, na página do grupo na internet, mensagens que encorajavam o assassinato de judeus. O porta-voz não foi encontrado para comentar a acusação, mas afirmou anteriormente que os promotores estão distorcendo o significado dos folhetos. Em 2003 ele foi condenado a 60 dias de prisão por outra publicação na internet, que encorajava assassinatos semelhantes. O grupo Hizb ut-Tahrir, fundado há meio século, quer estabelecer pacificamente um Estado muçulmano no Oriente Médio e opera sob as lei do Alcorão. O grupo prega que a democracia ocidental é inaceitável. O Hizb ut-Tahrir é considerado ilegal em alguns países. Muitos temem que entre seus seguidores hajam terroristas. O governo australiano informou, há duas semanas, que estava investigando as atividades do braço australiano do Hizb ut-Tahrir por distribuir folhetos que incitavam muçulmanos a se levantarem contra as tropas de coalizão no Iraque.

Agencia Estado,

20 Março 2006 | 15h49

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