Porta-voz do Dalai Lama desmente apoio a protestos no Tibete

'Tudo faz parte de uma campanha de desinformação; a China reprimiu o povo durante anos', diz Chhoekyapa

Efe,

18 de março de 2008 | 04h10

O escritório do Dalai Lama negou nesta terça-feira, 18, ter fornecido qualquer tipo de apoio para a revolta da semana passada em Lhasa, a capital do Tibete, e acusou a China de ter "reprimido" os tibetanos durante anos. Veja também:Dalai Lama é responsável pelos distúrbios, acusa ChinaEntenda os protestos no TibeteChina confirma 16 mortes em protestos no TibeteChina bloqueia acesso a YouTube e Guardian China procura agitadores 'casa por casa' Dalai Lama denuncia 'genocídio cultural'  "Sua Santidade já deixou claro que dará as boas-vindas a uma investigação internacional, inclusive com chineses, sobre as alegações do Governo da China sobre esse suposto apoio às revoltas", declarou à Agência Efe por telefone o porta-voz do Dalai Lama, Chhime R. Chhoekyapa. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, acusou nesta terça o Dalai Lama e seu "entorno" de ter organizado as revoltas e de fomentar atos violentos. "Tudo faz parte de uma campanha de desinformação. A China reprimiu o povo tibetano durante anos, mas é preciso diálogo para conquistar nossa mente e nosso coração", acrescentou o porta-voz. Chhoekyapa criticou o recurso à violência e reiterou a oposição do Dalai Lama "a qualquer ato violento". "Sua Santidade acompanha os eventos do Tibete da cidade indiana de Dharamsala (onde se encontra o Governo no exílio), e está muito triste", disse. Segundo Pequim, 16 "civis inocentes" morreram nos distúrbios do dia 14 de março, nos quais independentistas atacaram lojas e casas e foram reprimidos pela Polícia. Os tibetanos no exílio dizem que mais de 100 pessoas morreram nos protestos. Terminou na madrugada desta terça-feira o ultimato dado pelas autoridades aos instigadores das revoltas para que se entregassem, por isso agora a Polícia procura "casa por casa" os rebeldes, segundo informaram grupos críticos a Pequim no exterior.

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