Porta-voz do Fatah critica palavras de Bento XVI

O porta-voz do movimento Fatah na Cisjordânia, Fahmi Az-Zaarir, condenou as palavras sobre o fundamentalismo religioso contidas no discurso do Papa Bento XVI, feito na terça-feira, 12, na Universidade de Regensburg, na Alemanha. A fala do líder da Igreja Católica foi considerada um "insulto" ao Islã.Em declarações à agência de notícias "Maan", Zaarir previu que o discurso papal vai aumentar o ódio aos muçulmanos no mundo todo.Lembrando um diálogo entre o imperador bizantino Manuel II Paleólogo (1350-1425) com um persa, o Papa ressaltou que o governante dizia que em Maomé só se viam "coisas más e desumanas, como sua ordem de divulgar a fé usando a espada", e que o Corão não proclama "nenhuma obrigação nas coisas da fé".Bento XVI disse que a "Jihad" (guerra santa) do Islã é contra Deus e que defender a fé com a violência é uma coisa "irracional".O porta-voz palestino respondeu que a citação é um ataque ao Islã e ao profeta Maomé, e acrescentou que "não reflete a tolerância cristã".Zaarir disse temer que as declarações do Pontífice incentivem um choque de culturas, e pediu que o Papa"se retrate e corrija".Na terça-feira, na sala de aula magna da Universidade de que foi vice-reitor e na qual ensinou Teologia Dogmática entre 1969 e 1971, Bento XVI ressaltou as contradições entre o Islã moderado e o fanático, e convidou a um diálogo entre religiões e entre culturas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.