Porta-voz do Hamas chama palestinos à concórdia

O porta-voz do governo do primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, chamou as facções palestinas à concórdia para evitar uma guerra civil em Gaza. "Nós não queremos chegar a uma guerra civil nem a uma guerracontra o Fatah", disse Ghazi Hamad à rádio pública israelense,referindo-se ao crescente perigo de um conflito, devido aos surtosde violência.Em Gaza, um grupo de milicianos disparou neste domingo contra um comboiono qual viajava o ministro de Exteriores do Governo palestino e altodirigente do Hamas, Mahmoud Zahar, informaram fontes policiais eTestemunhas.O fracassado atentado foi seguido por um intenso tiroteio, aparentemente entre milicianos do Hamas e do Fatah. Na madrugada deste domingo, supostos milicianos do Hamas mataram um oficial da guarda presidencial e feriram outros cinco em uma base de treinamento na Faixa de Gaza.Hamad disse à emissora que na noite do último sábado conversou com autoridades do Fatah, incluindo Saeb Erekat, "e lhes disse que a antecipação das eleições", anunciada neste sábado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, "não é a solução para os problemas, que são fruto da ocupação israelense".O Hamas repudiou a decisão do presidente da ANP, afirmando que é "ilegal". Abbas afirmou ontem, ao informar o povo de sua decisão, que antecipar as eleições é uma de suas atribuições, e que não teme a ameaça de uma guerra civil, em alusão aos militantes islâmicos."Nós não usaremos as armas, mas exigimos que se reconheça a legitimidade do Governo do Hamas", disse Hamad. "Lamento muito o ocorrido, ninguém quer derramamento de sangue.Todo o mundo está falando dos confrontos internos entre os palestinos", comentou o porta-voz.Hamad reconheceu que há muitos problemas entre Hamas e Fatah: "Mas nós queremos superá-lo. Não temos outra opão, pois se continuarmos como agora vamos chegar realmente a uma guerra civil". "É preciso entender que devemos viver juntos, não temos outra escolha", destacou.

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