Porta-voz egípcio nega que turistas tenham sido libertados

Informação da libertação dos 19 reféns, divulgada mais cedo pelo chanceler do Egito, 'não era precisa'

Agências internacionais,

22 de setembro de 2008 | 20h15

Um porta-voz oficial egípcio negou nesta segunda-feira, 22, que os 11 turistas europeus que foram seqüestrados no sudoeste do país na sexta-feira passada tenham sido libertados, informou a agência oficial Mena. A notícia da libertação foi dada em Nova York pelo ministro de Assuntos Exteriores do Egito, Aboul Gheit, e transmitida pela televisão egípcia e pela Mena, sem dar mais detalhes, mas, aparentemente, os reféns ainda estão em poder dos seqüestradores. Segundo o porta-voz de Gheit, Hossam Zaki, as notícias atribuídas ao ministro em Nova York "não eram precisas", e acrescentou que seguem em curso as negociações para libertar os 11 turistas e os oito egípcios que os acompanhavam. "A situação não mudou", acrescentou Zaki, e ressaltou que a notícia com a qual contava o ministro de Assuntos Exteriores era incorreta. Os seqüestrados são cinco alemães, cinco italianos e um romeno, além de oito egípcios, sendo quatro motoristas, dois guias, o dono de uma agência de viagens e um agente de segurança. O grupo foi raptado por uma quadrilha de quatro desconhecidos armados e encapuzados perto da fronteira entre Egito, Sudão e Líbia e, segundo fontes oficiais egípcias, foram levados a território sudanês. Embora o episódio tenha acontecido na última sexta-feira, o seqüestro só foi anunciado nesta segunda, quando o dono da agência de turismo que acompanhava o grupo, um dos reféns, percebeu a ação em uma ligação telefônica para a esposa. As autoridades egípcias atribuíram o seqüestro a uma quadrilha de criminosos, sem motivações políticas. Segundo o ministro de Turismo egípcio, Zoheir Garana, os seqüestradores pediram um resgate, mas o valor não foi oficialmente informado.  A área desértica onde o crime ocorreu é freqüentada por pessoas que cruzam irregularmente a fronteira entre os três países aproveitando a falta de controle na zona limítrofe. É a primeira vez na história recente do Egito que se tem relato de um seqüestro de turistas, embora no passado tenham ocorrido atentados contra estrangeiros no país, que causaram mais de uma centena de mortos nos últimos 20 anos. O caso mais grave foi registrado em 17 de novembro de 1997, quando 62 pessoas, entre elas 58 estrangeiros, morreram por disparos de um grupo fundamentalista na localidade arqueológica de Luxor, no sul do país. Alguns dos turistas feridos foram assassinados a facadas pelos terroristas, que acabaram sendo mortos pela polícia. O fato mais recente foi registrado em 24 de abril de 2006, quando 21 pessoas, entre elas três estrangeiros, morreram após a explosão simultânea de três bombas na cidade de Dahab, na costa leste do Sinai. 

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