Portenhos votam hoje e devem reeleger Macri

Cotado para disputar a presidência em outubro, prefeito de Buenos Aires tenta novo mandato para fortalecer seu partido, a Proposta Republicana

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2011 | 00h00

Cerca de 2,4 milhões de eleitores portenhos vão às urnas hoje para eleger o novo prefeito de Buenos Aires. Dos 15 candidatos a governar o centro político e econômico da Argentina, dois se destacam: o atual prefeito, Mauricio Macri, do partido Proposta Republicana (PRO), de centro-direita, que tenta a reeleição, e o senador Daniel Filmus, ex-ministro da Educação, respaldado pela presidente Cristina Kirchner.

Macri, que foi presidente do Boca Juniors e era considerado até o ano passado um dos principais presidenciáveis da oposição, lidera as pesquisas. Ele decidiu tentar um novo mandato para fortalecer sua legenda, que poderia perder o controle da capital argentina caso ele desistisse da disputa municipal.

Macri adiou por quatro anos suas ambições de chegar à Casa Rosada. Segundo seu marqueteiro, o equatoriano Jaime Durán Barba, hoje à noite o prefeito deve fazer seu primeiro discurso de olho nas eleições presidenciais de 2015.

Para tentar derrotar o prefeito, Cristina apostou em Filmus como o candidato da Frente pela Vitória, a sublegenda kirchnerista do Partido Justicialista (Peronista). A presidente mobilizou seu gabinete para respaldar o candidato, o único entre seus aliados com relativas chances em Buenos Aires. O kirchnerismo enfrenta alta rejeição entre os eleitores portenhos. No entanto, ela não se engajou pessoalmente na campanha de Filmus, que está em segundo lugar nas pesquisas.

A "terceira via" está representada pelo cineasta Fernando "Pino" Solanas, do partido de esquerda Projeto Sul. O candidato, que diz representar o "socialismo verdadeiro", acusa o governo Kirchner de "falso" e tenta tachar Macri de direitista. Os outros 12 candidatos devem somar - com os indecisos e os que devem votar em branco ou anular - 20% dos votos. Entre eles estão o ex-prefeito Jorge Telerman e o ex-árbitro de futebol Javier Castrilli, que chegou a apitar alguns jogos no Brasil.

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