Porto de Beirute retoma atividades com fim de bloqueio israelense

O porto de Beirute, um dos pilares da economia libanesa, retomou suas atividades na madrugada deste sábado após um fechamento forçado de quase dois meses devido ao bloqueio marítimo imposto por Israel. Pela primeira vez em oito semanas, dois navios atracaram nesta madrugada no terminal e imediatamente suas mercadorias começaram a ser descarregadas.Além disso, a chegada de outros três navios é esperada para este domingo, afirmou o diretor do porto, Hassan Kreitem, que explicou que as atividades serão retomadas pouco a pouco e que dentro de dois meses a rotina deverá ter voltado à normalidade."A atividade no porto não é intensa, mas é um começo razoável", disse Kreitem à Rádio Líbano, antes de acrescentar que espera que o movimento "nos próximos dias seja maior".Kreitem também afirmou que os navios que chegarão no domingo "estarão carregados com carros, farinha e animais"."Estamos nos sentindo de volta à vida, estamos voltando à normalidade. É ótima a atividade que há no porto. O povo está contente porque pôde voltar ao trabalho", contou.Segundo Kreitem, "o porto é o espelho das finanças do país, uma parte essencial da economia" libanesa. Grande parte das operações comerciais passam pelas instalações portuárias de Beirute.Na sexta-feira, Israel suspendeu o bloqueio marítimo exigido pela resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim no dia 14 de agosto a 34 dias de hostilidades entre Israel e o Hezbollah.As rádios locais asseguraram que Israel impediu ontem que um navio se aproximasse do porto. Porém, não informaram qual a bandeira do navio nem as razões pelas quais sua entrada em Beirute foi evitada.O fim do cerco marítimo foi possível após a constituição de uma força marítima provisória da ONU, integrada por navios franceses, italianos e gregos, que começaram ontem a patrulhar águas libanesas.Neste sábado, um grupo de 200 militares franceses desembarcou no porto de Beirute com a missão de preparar a chegada de um efetivo de 900 compatriotas, dos 2 mil que a França enviará às forças de paz.Os militares desembarcaram do anfíbio La Foudre, que também transportava veículos blindados, armamento, caminhões e outros materiais destinados às tropas.

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