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Porto de Miami prepara terminais para serviço de balsas a Cuba

O governo cubano ainda não deu autorização para esse tipo de serviço, mas cruzeiros e empresas de ferryboats demonstram interesse

O Estado de S. Paulo

03 de fevereiro de 2016 | 08h00

MIAMI - As autoridades portuárias de Miami, nos Estados Unidos, avaliam o uso de terminais temporários para o eventual serviço de balsas para Havana, embora o governo de Cuba ainda não tenha outorgado as permissões necessárias para realizar este tipo de viagens por mar.

Segundo se desprende de "centenas de e-mails e documentos" aos quais teve acesso o jornal The Miami Herald, as autoridades portuárias de Miami, no sudeste da Flórida, começaram a estudar a preparação de terminais para um possível serviço diário de carga e passageiros à ilha caribenha.


Os documentos revelam que várias companhias de ferryboat americanas estão interessadas em operar e prestar este serviço no porto de Miami, apesar de os cidadãos americanos ainda não poderem visitar Cuba como turistas.

De fato, os "líderes desta indústria preveem que as rotas de ferrys serão populares entre os cubano-americanos para viajar à ilha ou levar uma grande variedade de bens a suas famílias", afirmou o jornal do sul da Flórida.

Em novembro, as autoridades portuárias tiveram uma reunião na qual examinaram os requerimentos do Escritório de Proteção de Alfândegas e Fronteiras dos EUA (CBP) para o controle de passageiros e carga com destino a Cuba.

Em maio, meia dúzia de companhias americanas receberam a aprovação do governo dos EUA para transportar viajantes por balsas entre a península da Flórida e Cuba.

Dois meses depois a aprovação foi estendida a duas empresas de cruzeiros, embora Cuba não tenha entregado ainda as permissões necessárias para este serviço.

A aprovação das licenças é parte da nova política de abertura com a Cuba anunciada em dezembro de 2014 pelo presidente americano, Barack Obama, que foi eliminando progressivamente obstáculos às viagens e ao comércio com a ilha.

No entanto, os cidadãos americanos que desejam visitar Cuba só podem fazê-lo ainda dentro de 12 categorias que incluem diferentes motivos de viagem, como os culturais, acadêmicos ou religiosos, entre outros. / EFE
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