Porto-riquenhos protestam nas ruas contra colapso nacional

Grandes manifestações foram realizadas em Porto Rico para protestar pelo iminente fechamento de escolas do país e de 43 agências do governo, assim como a licença sem salário de cerca de 100.000 funcionários públicos a partir da próxima segunda-feira. La Fortaleza, sede do Governo, foi cercada por 15.000 professores e trabalhadores do Departamento de Educação, dos cerca de 75.000 que não receberão nos próximos dois meses se o governo e o Legislativo não chegarem a um acordo neste fim de semana. O governador Aníbal Acevedo Vilá reiterou que a solução do colapso está na Câmara de Representantes. O governador, do Partido Popular Democrático, assegurou em entrevista coletiva que há representantes do Partido Novo Progressista (PNP) dispostos a votar a favor do empréstimo necessário para evitar a quebra do governo, mas que "os que controlam os votos" evitam. Ele insistiu que praticamente todos os setores estão de acordo de que é preciso aprovar o empréstimo para evitar o colapso do governo. Acevedo Vilá negou que fosse colocar a Guarda Nacional nas ruas na próxima segunda-feira. Além disso, assegurou que estão garantidos os fundos para segurança, saúde e áreas essenciais e informou que já entregou as cartas de licença sem salário aos empregados de La Fortaleza. "Puerto Rico Grita" Segundo o superintendente de polícia, cerca de 45.000 porto-riquenhos com o lema "Puerto Rico Grita" participaram de uma manifestação que chegou até o Capitólio, sede do Congresso de Porto Rico, que mantém bloqueado o crédito de US$ 531 milhões solicitado pelo governador. Organizada por entidades não partidárias e vários sindicatos, a primeira das manifestações realizadas uniu porto-riquenhos de todas as ideologias que saíram às ruas contra a polarização política entre o opositor PNP, com maioria na Câmara e Senado, e o governamental PPD.

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