REUTERS/Chris Wattie
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Portugal aprova o uso de maconha medicinal

Remédios poderão ser vendidos em farmácias a partir do dia 1º de julho; pacientes devem apresentar receita médica para realizar compra

O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2018 | 17h14

LISBOA - O Parlamento de Portugal aprovou nesta sexta-feira, 15, o uso de medicamentos à base de maconha, após cinco meses de espera desde os debates do começo do ano. Tais medicamentos já são permitidos em outros países da Europa.

O debate parlamentar que começou em janeiro considerou ainda uma medida que permitia o cultivo e uso da maconha pelos pacientes, mas a possibilidade foi derrubada quando o projeto passou por um comitê e não foi incluído na votação final de sexta-feira.

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Os partidos votaram em conjunto a favor do projeto de lei, exceto o Partido Popular, de centro-direita, que se absteve. O projeto de lei agora passa para a sanção do presidente Marcelo Rebelo de Souza e deve entrar em vigor no dia 1º de julho, colocando medicamentos à base de maconha à venda nas farmácias. A compra só poderá ser feita mediante apresentação de receita médica.

Portugal descriminalizou o uso de todas as drogas em 2001, para combater uma epidemia de heroína, e tem plantações legais de maconha para exportação. Outros países da União Europeia, como Itália e Alemanha, assim como Canadá e partes dos Estados Unidos, já legarizaram o uso medicial de cannabis para tratar dores crônicas, transtorno de estresse pós-traumático, efeitos colaterais do tratamento de câncer, entre outras doenças. / AP E REUTERS

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