Portugal: correnteza dificulta resgate de vítimas

A falta de iluminação, a densa neblina e a forte correnteza estão atrapalhando os trabalhos das equipes de resgate que tentam localizar cerca de 70 pessoas que caíram ontem no rio Douro, em Portugal, após o desabamento de uma ponte que une as cidades de Entre os Rios e Castelo de Paiva, próximo da cidade de Porto, no leste do país. Com o desabamento da ponte, construída em 1886, um ônibus, transportando 67 passageiros, e dois automóveis, caíram no rio a 80 metros de altura. Cerca de 126 bombeiros e 18 lanchas participam das operações de resgate, além de vários mergulhadores. Os bombeiros estão tentando construir uma barreira de contenção no rio Douro para impedir que os corpos das vítimas sejam levados pela forte correnteza. Fontes do Instituto Nacional de Emergências Médicas afirmaram que a possibilidade de encontrar sobreviventes é ?praticamente nula?. Os 67 passageiros do ônibus da empresa Asa de Ouro, todos de nacionalidade portuguesa, pertenciam a quatro comunidades paroquiais de Castelo de Paiva -Raiva, Oliveira do Arda, São Martinho e Sardoura, e voltavam para casa após uma excursão na comarca de Tras os Montes. Ainda não há informações sobre as vítimas que viajavam nos automóveis. Segundo fontes da Defesa Civil, o ônibus foi localizado em um trecho do rio a 20 metros de profundidade. Os outros dois veículos ainda não foram encontrados. Como conseqüência do acidente, o ministro de Obras Públicas, Jorge Coelho, anunciou nesta madrugada sua demissão, que foi aceita pela primeiro-ministro, Antônio Guterres. Além do ministro, também renunciaram a seus cargos quatro secretários de Estado, entre eles o de Obras Públicas, Luis Parreirao, e o de Administração Portuária, José Junqueiro, que se encontram no lugar no acidente.

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