Jose Coelho/EFE
Jose Coelho/EFE

Portugal mantém posição de não recomendar o uso da hidroxicloroquina

Autoridades informaram que vão acompanhar ensaios e protocolos de outros países antes autorizar o uso do medicamento

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2020 | 13h58

O governo de Portugal decidiu manter uma posição cautelosa quanto ao uso da hidroxicloroquina em pacientes infectados pelo novo coronavírus. De acordo com a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, os portugueses vão "acompanhar os ensaios e o que se passa nos outros países" antes de aprovar um protocolo autorizando o medicamento, informou a emissora TVi.

Portugal registrou 1.455 mortes por covid-19 desde o início da pandemia. O número é muito inferior ao registrado na Espanha, país vizinho que registrou mais de 25 mil mortes. São 33.592 casos confirmados da infecção e 20.323 recuperados da doença, de acordo com dados oficiais do governo português.

O anúncio de que o país não recomendará o uso da cloroquina no tratamento dos pacientes ocorre um dia depois da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmar que vai retomar os testes com o medicamento. Apesar da retomada, a entidade voltou a declarar que não há evidências científicas de que a droga seja eficaz no tratamento da doença.

Apesar da posição de cautela, a direção-geral de Saúde de Portugal informou que não pretende continuar observando e participando das investigações.

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