REUTERS/Ints Kalnins
REUTERS/Ints Kalnins

Portugal não vê sinais de que acordo entre Grécia e credores esteja próximo

O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, afirmou que não há sinais de que um acordo entre a Grécia e seus credores esteja próximo, acrescentando que "há uma persistente dificuldade em encontrar uma solução que poderia ser considerada duradoura".

Estadão Conteúdo

22 de maio de 2015 | 08h29

"Eu espero que um acordo seja possível, ainda que nós todos saibamos que o tempo está acabando e que não houve sinais de que um acordo está próximo", disse Passos Coelho a repórteres no fim da quinta-feira, em um intervalo do encontro de líderes da União Europeia e de seis países do Leste Europeu em Riga.

A declaração da autoridade portuguesa coincide com a da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que disse que ainda é preciso um trabalho "muito, muito intensivo" para haver uma solução para os problemas financeiros da Grécia. Merkel falou após uma reunião com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, na capital da Letônia.

O futuro da Grécia é particularmente importante para Portugal, percebido pelos mercados como o segundo país mais frágil na zona do euro, por causa de sua grande dívida pública e das perspectivas fracas de crescimento. A dívida portuguesa está acima de 124% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o PIB deve avançar em média em 1,2% no médio prazo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Passos Coelho tem criticado os planos do governo grego, qualificando-os como "um conto de fadas", incompatível com as regras da UE. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
PortugalGréciafinanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.